Dr. Gustavo Matos Oncologia Clínica ← Voltar ao site
Material informativo

O que é a oncologia clínica?

Uma pergunta que ouço bastante no consultório, e que vale a pena esclarecer com calma.

Quando alguém recebe um diagnóstico de câncer, é comum surgir uma confusão logo no começo: afinal, quem cuida da doença? O cirurgião? O radioterapeuta? O oncologista? A resposta é que, na maioria das vezes, são vários médicos ao mesmo tempo, cada um com um papel. Este texto é para explicar, sem pressa, onde entra a oncologia clínica nessa história.

O que faz o oncologista clínico

O oncologista clínico é o médico que trata o câncer com medicamentos (ou seja, remédios que agem sobre a doença, e não com bisturi ou com radiação). É ele quem indica, prescreve e acompanha tratamentos como a quimioterapia, as terapias alvo (drogas dirigidas a uma característica específica do tumor) e a imunoterapia (tratamentos que estimulam o próprio sistema de defesa do corpo a combater o câncer).

Além de prescrever, esse profissional costuma ser uma espécie de médico de referência ao longo da jornada: acompanha a resposta ao tratamento, controla efeitos colaterais, pede e interpreta exames e conversa com as outras especialidades envolvidas. Boa parte do trabalho é justamente essa: coordenar o cuidado e traduzir, para o paciente e a família, o que está acontecendo.

Não confundir: são três especialidades diferentes

O câncer costuma ser tratado por uma equipe, e três especialidades médicas cuidam diretamente do tumor. Elas se completam, não competem:

Em muitos casos, essas três frentes se combinam (por exemplo, uma cirurgia seguida de quimioterapia, ou radioterapia junto com um medicamento). Quem organiza essa sequência é a equipe, discutindo cada caso. Vale lembrar que outras áreas também participam do cuidado, como a patologia (que analisa o tumor no microscópio) e a radiologia (que faz e interpreta os exames de imagem).

Quando procurar um oncologista clínico

Na prática, quase sempre o paciente chega ao oncologista clínico encaminhado por outro médico, depois de um exame que confirmou o diagnóstico (em geral, uma biópsia). Não é um profissional que se procura para rastrear ou prevenir o câncer em quem não tem sintomas: esse papel costuma ser do clínico geral, do ginecologista, do urologista e de outros, por meio dos exames de rotina.

Dito isso, se você recebeu um diagnóstico de câncer, ou está com um resultado de biópsia em mãos, faz sentido buscar a avaliação de um oncologista para entender as opções de tratamento. E, como em qualquer decisão importante de saúde, procurar uma segunda opinião é legítimo e bem-vindo.


Para informações confiáveis e em português sobre tipos de câncer, tratamentos e prevenção, uma boa fonte é o Instituto Nacional de Câncer (INCA): gov.br/inca.